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VESTIDO DE AMOR
Data: 09/10/2018
 
VESTIDO DE AMOR
Por Matheus Vieira - Psicólogo

Muitos autores dizem que construímos as estradas que percorremos em nossa vida. Concordo com eles, mas construir me faz pensar que viver é estar em um constante canteiro de obras, com tijolos, obras, prédios, cimento.

Outros autores já tratam da vida como uma arte gastronômica. Segundo esses, temos que saber dosar os temperos para que a vida seja saborosa: “mais uma pitada de amor, risadas à gosto e, para uma vida saudável, é importante cortar as amarguras”.

Gosto de pensar assim também. Creio que faça sentido pensarmos que as coisas têm o gosto que damos a elas – e que se o gosto não for bom, podemos alterar a receita e melhorá-la, pois aprendemos com os erros! Nessa perspectiva, a vida seria uma grande cozinha com panelas e temperos mil.

Pensando nisso, cheguei a mais uma maneira de explicar a vida, ou mais especificamente, explicar o amor! Assim como dizem que construímos ou temperamos a vida, imagino que somos grandes costureiros: costuramos as roupas das personalidades que assumimos na vida e as roupas das pessoas que nos cercam. Nessa visão, a vida seria um grande quarto de costura, com armários cheios de roupas.
Roupas para dias felizes, para dias tristes, para pessoas que nos fazem rir, para pessoas que amamos.

Desde crianças somos bombardeados com informações sobre “o que é ser feliz”, “o que é ser bem sucedido” ou ainda “quais casais são felizes”. Aos poucos, vamos costurando uma roupa ideal e especial; aquela que presentearemos o grande amor da nossa vida. Assim como uma roupa normal pode ficar mais curta, apertada ou larga em diferentes pessoas, a roupa do amor não fica bem em qualquer pessoa.

Creio que já aconteceu com todos (se não aconteceu, vai acontecer), de conhecer alguém muito interessante, mas faltar algo ainda. A pessoa detém todas as qualidades que você admira, mas falta algo. Eu diria que a roupa do amor não vestiu bem. Da mesma forma, o contrário: podemos achar que a roupa não ficará bem em alguém e quando ela prova, fica sob medida – nos apaixonamos por alguém que não imaginaríamos.

Entretanto, há uma armadilha que não nos dizem: nosso amor, nossa paixão, é pela roupa que cosemos a vida toda, e não por quem está usando. Prova disso é que gostamos de diferentes pessoas durante a vida. Várias pessoas se vestem do nosso amor. Claro que ele, o amor, pode ir se gastando com o tempo e uso, mas como hábeis costureiros que somos, tratamos de melhorar, acrescentar um ou outro detalhe, apertar a roupa, alargar… tudo para que ela fique pronta como nova para a nova pessoa que for usá-la.

Entender que amamos essa roupa e que nossos parceiros nos amam porque estamos vestidos de amor é compreender que, no fundo, amamos algo que está em nós mesmos, que nós construímos durante a vida. A outra pessoa é apenas um manequim que usa aquilo que desejamos. Sentir saudades de algum ex, é lembrar como a roupa ficou bem nesse alguém… melhor do que quando ela está pendurada em um cabide!

Quando essa armadilha não nos pegar mais é porque tomamos conhecimento de nosso potencial de costura, de maneira que não precisamos mais de manequins para nos mostrar como costuramos bem!

Passamos a amar a roupa do amor no cabide ou não; e, o mais importante: passamos a olhar as pessoas pelo que elas são e não pelo caimento que nossa roupa romântica tem nelas.
 
 
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